quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tecnologias



Jogos

Após uma reunião realizada em Zurique, na Suíça, a FIFA anunciou que a tecnologia da linha de gol passará a fazer parte das partidas de futebol.  A utilização do recurso foi aprovada pela International Football Association Board (IFAB), órgão que rege as regras do futebol. O Mundial de Clubes de 2012 será o primeiro torneio a utilizar a tecnologia. Das oito empresas que apresentaram os seus projetos, apenas a inglesa Hawk-Eye e a alemã GoalRef atenderam às exigências da FIFA. As duas deverão candidatar-se para obter o licenciamento oficial da tecnologia da linha de gol.
A GoalRef  introduz um pequeno aparelho eletrônico na bola e cria campos magnéticos quase imperceptíveis na meta. Quando a bola cruza totalmente a linha de gol, registra-se uma ligeira diferença no campo magnético, o que permite determinar a posição exata da bola. Nesse caso, um alerta é enviado aos relógios dos árbitros com a informação.



Já o Haw Eye usa imagens fornecidas por várias câmeras de alta velocidade – podem ser até seis – situadas em diferentes ângulos em relação à área que rastreiam a bola em movimento. Um software calcula a posição da bola com base nos pixels capturados durante a trajetória. A informação obtida, porém, embora fornecida rapidamente ao árbitro, não é instantênea. 


 
No futebol ele ainda está em fase de testes, mas é uma promessa para a Copa do Mundo no Brasil em 2014. 


Segurança


As novas tecnologias e equipamentos de segurança que serão usados na Copa de 2014 e na Copa das Confederações em 2013 estão decididos. Entre os equipamentos que vão integrar os centros de comando e controle (regionais e móveis), haverá dispositivos de imageamento aéreo (realização de fotografias terrestre a partir de um avião, visando à realização de fotomapas, entre outras aplicações) e plataformas de observação.
Serão implantados 14 centros de comando e controle, dois nacionais - com sedes em Brasília e no Rio de Janeiro - e 12 nas nove capitais que receberão jogos. Esses centros estarão conectados entre si para dar suporte tecnológico e de telecomunicações à integração das forças policiais para a Copa.
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, disse que serão adquiridas pelo governo de Brasília 2 mil câmeras de monitoramento e equipamentos de rádio para o policiamento da cidade durante a Copa do Mundo. Além, disso, deverão ser contratados por concurso público 1.000 policiais militares e 700 policiais civis.

Bola


O nome da bola já está definido, mas a adidas ainda não revelou como será a Brazuca. A produção está sendo feita em uma fábrica na Alemanha. Mas analisando a Jabulani, sua antecessora, podemos ter uma ideia. Abaixo temos uma análise de um físico sobre ela:
A Copa do Mundo da África do Sul tem muitas estrelas, mas talvez nenhuma seja tão polêmica quanto a Jabulani – a bola oficial do mundial da FIFA.
Segundo um físico australiano, para o bem ou para o mal, ela vai sim causar diferenças nas partidas do campeonato.
“A bola será mais rápida e fará mais curvas do que a sua antecessora”, diz Derek Leinweber, chefe do Departamento de Física e Química da Universidade de Adelaide que estuda a aerodinâmica de bolas esportivas.
A grande diferença da Jabulani para sua antecessora são as texturas, que devem criar turbulência o suficiente em volta da bola para que ela sustente seu vôo por mais tempo. “Quando recebe um chute, a bola forma em volta de si uma fina camada de ar que é a principal responsável pela maneira como ela viaja”, diz Leinweber. “O ar tem que contornar a bola, passar ao seu redor quando ela é lançada. Assim, o ar que está perto dela tem que fazer uma trajetória maior do que o ar que está afastado de sua superfície, criando uma região de baixa pressão”, diz. O princípio é o mesmo de uma asa de avião.
Pensando numa bola de 32 painéis, vemos que ela tem irregularidades em sua superfície, diferenças milimétricas nos painéis que fazem com que ela não fique tão lisa – logo, o ar não “agarra” tanto a bola. “Já com a Teamgeist, o problema era justamente o contrário: ela é super lisa, quase uma esfera perfeita – o que dá um efeito similar ao de uma bola de criança”, diz o professor. A referência são aquelas grandes bolas plásticas, que ganham altura durante o voo, mas caem abruptamente – justamente porque, sem ranhuras que “segurem” o ar, ela não consegue dar “efeitos”.
Já a Jabulani, muito mais perfeitamente esférica que a de 32 painéis, porém com pequenas cristas e ranhuras que a tornam menos lisa que a Teamgeist, é radicalmente diferente. “Ela vai se curvar muito mais e ser mais rápida porque mantém o ar de baixa pressão perto dela”, diz o físico. A diferença é que essa curva acontece no final da trajetória, o que pode surpreender os goleiros preparados para receber a bola em determinado canto do gol.
Em números, isso significa que, em altas velocidades, a Jabulani tende a se manter mais tempo no ar. A aerodinâmica faz com que, a velocidades de 10 m/s, por exemplo, sua resistência seja 4 a 5 vezes menor do que a Teamgeist – o que a fará ir muito mais longe. A curvatura da Jabulani também será maior: ela pode ir parar um metro mais para o lado do que a Teamgeist faria nas mesmas condições.



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