Jogos
Após uma reunião realizada em Zurique, na Suíça, a FIFA
anunciou que a tecnologia da linha de gol passará a fazer parte das partidas de
futebol. A utilização do recurso foi
aprovada pela International Football Association Board (IFAB), órgão que rege
as regras do futebol. O Mundial de Clubes de 2012 será o primeiro torneio a
utilizar a tecnologia. Das oito empresas que apresentaram os seus projetos,
apenas a inglesa Hawk-Eye e a alemã GoalRef atenderam às exigências da FIFA. As
duas deverão candidatar-se para obter o licenciamento oficial da tecnologia da
linha de gol.
A GoalRef introduz
um pequeno aparelho eletrônico na bola e cria campos magnéticos quase
imperceptíveis na meta. Quando a bola cruza totalmente a linha de gol,
registra-se uma ligeira diferença no campo magnético, o que permite determinar
a posição exata da bola. Nesse caso, um alerta é enviado aos relógios dos
árbitros com a informação.
Já o Haw Eye usa imagens fornecidas por várias câmeras de
alta velocidade – podem ser até seis – situadas em diferentes ângulos em
relação à área que rastreiam a bola em movimento. Um software calcula a posição
da bola com base nos pixels capturados durante a trajetória. A informação
obtida, porém, embora fornecida rapidamente ao árbitro, não é instantênea.
No futebol ele ainda está em fase de testes, mas é uma
promessa para a Copa do Mundo no Brasil em 2014.
Segurança
As novas tecnologias e equipamentos de segurança que
serão usados na Copa de 2014 e na Copa das Confederações em 2013 estão
decididos. Entre os equipamentos que vão integrar os centros de comando e
controle (regionais e móveis), haverá dispositivos de imageamento aéreo
(realização de fotografias terrestre a partir de um avião, visando à realização
de fotomapas, entre outras aplicações) e plataformas de observação.
Serão implantados 14 centros de comando e controle, dois
nacionais - com sedes em Brasília e no Rio de Janeiro - e 12 nas nove capitais
que receberão jogos. Esses centros estarão conectados entre si para dar suporte
tecnológico e de telecomunicações à integração das forças policiais para a
Copa.
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal,
Sandro Avelar, disse que serão adquiridas pelo governo de Brasília 2 mil
câmeras de monitoramento e equipamentos de rádio para o policiamento da cidade
durante a Copa do Mundo. Além, disso, deverão ser contratados por concurso
público 1.000 policiais militares e 700 policiais civis.
O nome da bola já está definido, mas a adidas ainda não revelou como será a Brazuca. A produção está sendo feita em uma fábrica na Alemanha. Mas analisando a Jabulani, sua antecessora, podemos ter uma ideia. Abaixo temos uma análise de um físico sobre ela:
O nome da bola já está definido, mas a adidas ainda não revelou como será a Brazuca. A produção está sendo feita em uma fábrica na Alemanha. Mas analisando a Jabulani, sua antecessora, podemos ter uma ideia. Abaixo temos uma análise de um físico sobre ela:
A Copa do Mundo da
África do Sul tem muitas estrelas, mas talvez nenhuma seja tão polêmica quanto
a Jabulani – a bola oficial do mundial da FIFA.
Segundo um físico
australiano, para o bem ou para o mal, ela vai sim causar diferenças nas
partidas do campeonato.
“A bola será mais
rápida e fará mais curvas do que a sua antecessora”, diz Derek Leinweber, chefe
do Departamento de Física e Química da Universidade de Adelaide que estuda a
aerodinâmica de bolas esportivas.
A grande diferença da
Jabulani para sua antecessora são as texturas, que devem criar turbulência o
suficiente em volta da bola para que ela sustente seu vôo por mais tempo. “Quando
recebe um chute, a bola forma em volta de si uma fina camada de ar que é a
principal responsável pela maneira como ela viaja”, diz Leinweber. “O ar tem
que contornar a bola, passar ao seu redor quando ela é lançada. Assim, o ar que
está perto dela tem que fazer uma trajetória maior do que o ar que está
afastado de sua superfície, criando uma região de baixa pressão”, diz. O
princípio é o mesmo de uma asa de avião.
Pensando numa bola de
32 painéis, vemos que ela tem irregularidades em sua superfície, diferenças
milimétricas nos painéis que fazem com que ela não fique tão lisa – logo, o ar
não “agarra” tanto a bola. “Já com a Teamgeist, o problema era justamente o
contrário: ela é super lisa, quase uma esfera perfeita – o que dá um efeito
similar ao de uma bola de criança”, diz o professor. A referência são aquelas
grandes bolas plásticas, que ganham altura durante o voo, mas caem abruptamente
– justamente porque, sem ranhuras que “segurem” o ar, ela não consegue dar
“efeitos”.
Já a Jabulani, muito
mais perfeitamente esférica que a de 32 painéis, porém com pequenas cristas e
ranhuras que a tornam menos lisa que a Teamgeist, é radicalmente diferente.
“Ela vai se curvar muito mais e ser mais rápida porque mantém o ar de baixa
pressão perto dela”, diz o físico. A diferença é que essa curva acontece no
final da trajetória, o que pode surpreender os goleiros preparados para receber
a bola em determinado canto do gol.
Em números, isso
significa que, em altas velocidades, a Jabulani tende a se manter mais tempo no
ar. A aerodinâmica faz com que, a velocidades de 10 m/s, por exemplo, sua
resistência seja 4 a 5 vezes menor do que a Teamgeist – o que a fará ir muito
mais longe. A curvatura da Jabulani também será maior: ela pode ir parar um
metro mais para o lado do que a Teamgeist faria nas mesmas condições.




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